quinta-feira, 10 de Novembro de 2011

O regresso da História Andarilha com "Corre, corre cabacinha", de Alice Vieira

Hoje tivemos a surpresa da História Andarilha com uma tradicional história portuguesa, intitulada "Corre, corre cabacinha", de Alice Vieira, com ilustrações de José Miguel Ribeiro, da Editorial Caminho. De facto, esta é uma história tradicional já muitas vezes escrita e contada.
As educadoras da Biblioteca Municipal de Vila Verde começaram a contar a história, mas como não sabíamos o título, ficamos muito curiosos e na expetativa! Os colegas dos 1º, 3º e 4ºanos assistiram primeiro a esta apresentação. De seguida, fomos nós e os meninos do pré-Escolar.
Depois do reconto oral, fizemos o reconto escrito. Aqui está ele! Ah, e depois escrevemos a nossa opinião pessoal sobre a história e justificámos o porquê!
Esta história tradicional fala-nos de uma velhinha que cozinhava na sua cozinha doces como pão-de-ló, arroz doce, coscorões e papas de farinha com mel. Ah, que cheirinho delicioso na sua cozinha! Esta velhinha tinha muitos filhos e netos, mas vivia sozinha numa pequena casa na floresta. Ela era pequenina e precisava de um cajado para caminhar.
Um dia, a velhinha recebeu a visita de um dos seus filhos e convidou-a para a festa de batizado do seu último neto. Então, a velhinha começou logo a confecionar os doces para a festa, colocando-os na sua cesta, pegou no cajado, fechou a porta da sua casa à chave e lá foi ela preparada para a viagem pela floresta.
Pelo caminho encontrou um lobo que a assustou muito, pois queria-a comer. Como a velhinha queria viver teve uma grande ideia: disse ao lobo que estava muito magrinha, só com pele e osso, que ia a uma festa e que depois o lobo já poderia comer, pois estaria mais gordinha. O lobo acreditou na palavra da velhinha e assim ficou prometido! Entretanto, e muito aflita e cheia de medo, a velhinha encontrou um vendedor de cabaças que caminhava com o seu cavalo. Este logo lhe perguntou a razão de tanta preocupação. A velhinha contou-lhe tudo, acrescentando de que o seu filho ainda não tinha encontrado um padrinho para o seu filho. O vendedor muito confiante e divertido disse-lhe para ela não se preocupar, que ele seria o padrinho do neto e que resolveria o problema com o lobo. A velhinha não ficou muito convencida, mas lá foram os dois para a festa de batizado.
Na festa de batizado, o vendedor de cabaças divertia-se e o ambiente era animado, à exceção da velhinha que só pensava como iria regressar sem ser comida pelo lobo.
Na hora da despedida, o vendedor de cabaças pegou na sua maior cabaça e disse à velhinha para se colocar dentro dela. Então, a cabaça foi rolando e rolando pelo caminho fora até encontrar o lobo. Logo o lobo perguntou à cabaça se tinha visto uma velhinha gordinha, ao que a velhinha respondeu de dentro da cabaça que não, repetindo um refrão.
O lobo seguiu a cabaça e perguntou-lhe de novo, ao que a velhinha de dentro da cabaça respondia sempre o mesmo refrão: "Não vi velha nem velhinha, não vi velha nem velhão, corre, corre, cabacinha, corre, corre, cabação." E a cabaça continuava a rolar e a descer em direção à casa da velhinha.
A cabaça rolou, abriu-se, a velhinha saltou para fora, entrou em sua casa e fechou bem a porta à chave. Em conclusão, e a partir desse dia, a velhinha passou a estar sempre alegre, cantarolando enquanto fazia os seus cozinhados!
Vitória, Vitória: acabou a história! De recordação, as educadoras deixaram o livro de receitas muito preciosos da velhinha!

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